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Pergunte a Tokuda Igarashi.
[ Monge ]Pergunta: Sobre a ordenação de monge, eu não cesso de me interrogar e não consigo me considerar como um monge autêntico mesmo tendo recebido a ordenação. Resposta: Tudo bem. Se a pessoa se sentir como um bom monge, isso seria um problema. “Sou um bom monge, sou um bom monge”. Mestre Dogen disse que quando se está quase perfeito, sempre se tem a impressão de algo que não vai bem. Se alguém está persuadido que tudo está bem, que tudo está perfeito, então certamente que lhe falta muito ainda. Durante o treinamento, sentir vergonha é sumamente importante, ter vergonha profundamente é indispensável. Mas ao contrário, ter vergonha diante dos outros não tem importância, essa sensação de vergonha, não é senão um instante de consciência, uma sensação. A consciência pode se alterar, assim como este corpo que utilizamos para fazer coisas estúpidas mas que podemos também utilizar para fazer zazen e estudar o dharma. A diferença entre os dois não é senão uma tênue linha demarcatória. É como “o sentimento é evidentemente sutil, ele não teve pensamentos distintos”. É justo como um pequeno ponto e quando se dá conta, isso faz uma enorme diferença. Os capítulos do Shobogenzo, Kesakudoku e Shukakudoku, que discorrem sobre os méritos do kesa ou da ordenação de monge, estão além daquilo que se pode pensar deles. Mesmo se vestirmos o kesa como uma piada, como a história que uma prostituta envergou um kesa de brincadeira, isso não impediu que pela influência do kesa, esta prostituta tenha finalmente se tornado monja, arhat e grande iluminada. O fato de estar sentado e envergar o grande kesa é mais importante do que o fato de sentir vergonha ou não. Nosso treinamento é isto: como viver no mundo? Nós estamos conscientes de nossa qualidade original, então como viver confortavelmente com tal qualidade? Não procurar o kensho, o satori, a iluminação, saber como viver neste mundo e utilizar nosso tempo precioso. Então, não há problemas. Às vezes é importante receber o kyosaku. « voltar |
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